quarta-feira, 26 de agosto de 2015

PREDESTINAÇAO

        PREDESTINAÇAO

“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que tambémvos  chamou  mediante  o  nosso  evangelho,  para  alcançardes  a  glória  de  nosso  Senhor  Jesus  Cristo”  (IITessalonicenses 2:13,14).Ainda que na Palavra sagrada não houvesse outro texto, além deste, penso que todos nós estaríamos na obrigação de reconhecer e aceitar a veracidade daquela grande e gloriosa doutrina que declara que, desde o principio,  Deus  escolheu  a  Sua  própria  família.  Entretanto,  parece  haver  na  mente  humana  um  arraigado preconceito contra essa doutrina. Pois embora quase todas as demais doutrinas sejam recebidas pelos crentes professos, algumas delas acolhidas com cautela e outras com deleite, contudo, no caso dessa doutrina, com frequência verifica-se desconsideração e repúdio. Em muitos dos nossos púlpitos, muitos considerariam um grave  erro,  uma  traição  mesmo,  se  alguém  pregasse  um  sermão  a  respeito  da eleição,  porquanto  eles  não poderiam extrair dali um discurso “prático”, conforme asseveram. Mas é exatamente quanto a esse particular que penso que eles se desviaram da verdade.Tudo quanto Deus nos tem revelado, tem-no feito com um propósito em mente. Nada existe nas Escrituras que, sob a influência do Espírito de Deus, não possa ser transformado em um discurso prático, porquanto“toda a Escritura” foi dada mediante inspiração divina, e é “proveitosa” para algum propósito espiritualmenteútil.  É  verdade  que  um  tema  desses  não  pode  ser  transformado  em  um  sermão  acerca  do  livre-arbítriohumano — disso sabemos perfeitamente bem —embora possa ser utilizado como base de um prático discursosobre a graça gratuita de Deus. E a prática do ensino da graça gratuita é o melhor procedimento possível,quando as autênticas doutrinas a respeito do imutável amor de Deus passam a exercer a sua influência sobreos corações dos santos e dos pecadores.Alguns de vós, que tomam um susto diante da simples enunciação do vocábulo “eleição”, talvez digam:“Ouvirei essa pregação com mente aberta e porei de lado os meus preconceitos; certamente prestarei atençãoao que esse homem tem para dizer!” Não fechem logo os ouvidos, nem digam: “Essa é uma doutrina muitoprofunda!” Porquanto, quem autorizou vocês a chamarem essa doutrina de profunda ou de superficial? Porque vocês haveriam de fazer oposição a uma doutrina ensinada por Deus? Lembrem-se do que sucedeu aosrapazinhos  que  descobriram  falta  no  profeta  de  Deus  e  exclamaram:  “Sobe,  calvo;  sobe,  calvo!”  (II  Reis2:23). Não fale nada contra as doutrinas de Deus, pois poderia acontecer que algum animal feroz saísse dafloresta e viesse devorar a você também.Ainda existem outros infortúnios, além do juízo imediato dos céus — cuide para que esses infortúnios não despenquem sobre a sua cabeça. Desprenda-se dos seus preconceitos; ouça com calma; ouça sem paixões; ouça o que as Escrituras ensinam. E quando você acolher a verdade, se o Senhor Deus agradar-se em revelá-la  e  manifestá-la  à  sua  alma,  não  se  envergonhe  de  confessá-la  publicamente.  Confessar  que  você  estava equivocado ontem, é tão-somente reconhecer que você está um pouco mais sábio hoje; e ao invés disso serum reflexo em seu detrimento, é antes uma honra e evidência de que você está se aprimorando no conheci- mento da verdade.A Bíblia deve ocupar o lugar de primazia, e um ministro de Deus deve submeter-se a ela. Não nos compete usar a Bíblia como plataforma para apresentar as nossas idéias, mas como a autoridade que está acima de todo o “nossos pensamento, considerando sempre o fato que a Bíblia se encontra num piano mais elevado e algumas  de  suas  verdades  ultrapassam  nosso  entendimento.  Depois  de  havermos  pregado,  continuaremos conscientes de que a montanha da verdade é mais elevada do que os nossos olhos são capazes de perceber; nuvens e escuridão circundam o seu ponto culminante, e não nos é dado divisar-lhe o cume; ainda assim, tentaremos  pregá-la  tão  bem  quanto  possível.  Porém,  visto  que  somos  mortais  e  sujeitos  a  errar,  por  isso mesmo você deve exercer a sua capacidade de ajuizar. “. . . provai os espíritos, se procedem de Deus.. .“ (1João 4:1). E então, se após ponderada reflexão, de joelhos dobrados, você for impulsionado a desconsiderar a doutrina da eleição — algo que considero totalmente impossível — esqueça-se da mesma, não queira mais ouvi-la  sendo  pregada,  mas  creia  e  confesse  qualquer  coisa  que  você  entenda  ser  o  ensino  da  Palavra  de Deus. Não posso dizer mais do que isso como introdução

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